quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Olhos que não vêem, coração que não sente

Preciso de encerrar este tema… é um desabafo meu, algumas meias palavras e segredos entre linhas, mas preciso de virar esta página no livro da minha vidapoético, não? LOL.

Tudo se resume ao alimentar de relações. Ao trabalho que as pessoas me dão e àquilo que representam na minha vida.

O Amor, a Amizade, e outras coisas que fazem de nós umas mariquinhas, dão muito trabalho! Tem que haver paciência, aceitar do outro tal como é, e alimentar a dita relação dia após dia.

Tenho cá para mim, que a manifestação de afectos fortalece os laços emocionais. Na minha opinião, devemos aproveitar cada oportunidade para investir no Amor e na Amizade. Se não houver esse investimento, contacto, voz… a distância aumenta proporcionalmente ao tempo que nos afasta.

Sou selectiva, é verdade, mas quando alguém entra na minha bolha é para ficar; e é aqui que levo com os baldes, alguns de merda, outros são só de água fria...

Acho mesmo que a Amizade é eu para querer alguém junto de mim só para ouvir, é eu conhecer o outro e saber apoiar sem julgar… É esclarecer-lhe sempre cada pedacinho meu, para que nunca existam presunções erradas. Parva… Tenho a mania das conversas sérias e importantes.

Quando noto que o esforço parte só de mim, deixo de investir. Não vale a pena... Para quê magoar-me se tenho tantas outras pessoas com quem partilhar o meu Amor? Nessa altura tento deixar de sentir... Arrumo o assunto na gaveta do meu coração onde pus uma etiqueta que diz “Outros”.

Começo a não querer saber, a não perguntar, a não fazer parte dessas vidas. O tempo passa, as pessoas vão tendo atitudes surpreendentemente negativas, até que chega a uma altura em que fico inume.

Imune às suas dificuldades, opções e conduta de vida. Apenas para me proteger dos males alheios, e por não querer sofrimento em vão, desligo. Obrigo-me a não ver, a não estar, a não permitir a absorção de energias menos positivas.

Não é um processo fácil. Quem me dera que demorasse o mesmo tempo que estive a escrever este post… Mas não! Isto dói muito, choro, sofro e até emagreço.

Por fim, consigo plastificar o coração, e ainda que lamentando, de forma tranquila consigo dizer: Já não dói porque me é indiferente.

** Gaja //

ADENDA: Mas quando a base é sólida… ui-ui… não há tempo que afaste um Amigo de verdade :-)

3 Comments:

  1. Patrícia Teodoro said...
    Que saudades que eu tinha tuas...e da tua proximidade nos pensamentos. beijos grandes
    Rita said...
    Fica com um beijinho muito grande
    Nós... said...
    Adoro-te...

    Beijinhos nossos

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Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos...

....quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive.